segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olá....
Eu recebi um email muito fofo, (não resisti)  resolvi postar aki.
"Carta do Lucca para o Papai Noel "





como diz a Renata (mãe dessa pessoinha linda) " A carta vai precisar de legenda... rsrsrsrs"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Game off



O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa…

Jogada errada
falta de vontade, apatia
Inércia, indecisão
Bola na trave, cartão amarelo
Passe errado, chute prá fora
Falta de garra, lentidão

Botinada, TV Globo
CBF, juiz ladrão…

E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa

Incentivo, arquibancada  
nervosismo, euforia
ansiedade, bola na rede
explosão de alegria
penalti não marcado, revolta
Suspensão, cera
Conivência, lágrimas
mala-branca, mala-preta…

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim…

Paixão, fé         
desconfiança, apoio
aplauso, melancolia
chute prá fora, reação
,
vontade, monotonia
chuva, sol, alívio
superação, esperança
alívio, taquicardia

O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco


*Adaptação da música “O pulso ainda pulsa”  -   Titãs.

(extraido do blog:Blog da Clorofila

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


Canção na plenitude

Lya Luft


Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.


O texto acima foi extraído do livro "Secreta Mirada", Editora Mandarim - São Paulo, 1997, pág. 151.